Alienígenas No Céu De Roma Antiga…

Já dizia Carl Sagan:

“Alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.”

Partindo de tal premissa, façamos um pequeno exercício de imaginação a seguir: Suponhamos que uma gigantesca nave alienígena houvesse surgido sobre os céus de Roma em 245 a.c – a população de lá na época era cerca de um milhão de pessoas – e ficasse parada lá flutuando. Todos os milhões de habitantes da metrópole testemunhando com seus próprios olhos um evento que na época provavelmente seria interpretado como nada menos que um inquestionável sinal de deus.

Melhor ainda, suponhamos até esses alienígenas houvessem saído da nave e tivessem realizado algum contato com os nativos. Agora, suponhamos, igualmente, que após esse contato eles houvessem ido embora no dia seguinte e nunca mais voltado. Não nos deixando nada, nenhuma tecnologia, nenhuma prova tangível que pudesse ser demonstrada para futuras civilizações.

O questionamento central, em poucas palavras, é: O quanto confiamos no relato alheio, mesmo que esse “alheio” inclua centenas ou milhares de narrativas? Que valor damos às evidências anedóticas?

A história não é algo reproduzível. Não é possível irmos até um laboratório e fazermos um teste para comprovar a existência da revolução francesa – no máximo podemos usar o método científico para validar ou não referências a eventos naturais feitas ou mencionadas num relato histórico, e que poderia talvez servir como um indício a respeito da veracidade do mesmo. Continuar lendo Alienígenas No Céu De Roma Antiga…

“…E o Vento Levou” com iPhones


Seria interessante se alguém escrevesse uma ficção retrofuturista “autêntica” que… se passasse num mundo como o de 1800 – com as mesmas roupas, costumes, tradições, valores morais, etc, etc, etc – porém onde nós tivéssemos as tecnologias atuais, e especialmente algo com a mesma estética delas.

Imaginem algo como “E o Vento Levou” com iPhones.

O “steampunk”, se aproxima muito ligeiramente desse conceito, porém ele retrata tecnologias, ou que não existem atualmente, ou que quando existem, a forma como elas funcionam na ficção (geralmente movidas a vapor ou carvão) não é como elas funcionam no mundo real, como vocês podem ver aqui.
skypeyoutubefacebook.png
Aliás, isso é um ponto em comum do retrofuturismo; eles mostram as pessoas de antigamente com as tecnologias futuristas da forma elas as imaginavam. E não como tais inventos realmente vieram a existir no mundo real.

É claro, obviamente, tal realidade retratada exigiria uma grande suspensão de descrença, pois muitos dos valores do passado não fariam o menor sentido com as tecnologias hoje, e farão ainda menos sentido no futuro, devido as mudanças sociais causadas por essa mesma tecnologia que tentamos imaginar.

Por exemplo, toda a ideia de escravidão é ilógico num mundo onde há uma profunda automatização da sociedade, e no qual nós temos robôs. Claro que ainda, mesmo assim, poderíamos retratar a escravidão – como se por algum motivo a ideia de substituir escravos por robôs simplesmente não houvesse ocorrido aos poderosos – porém, seria irreal.

Nesse sentido, imaginar um século 19 com iPhones e demais modernidades… igual ou minimamente similar ao como o século 19 foi de verdade é simplesmente uma idealização nossa. Pois, uma vez que a humanidade adquirisse tais modernas tecnologias, toda a estrutura social simplesmente mudaria, e o século 19, ou seja lá qual época fosse, deixaria de existir como a conhecemos.

3 Eventos Que Mudariam A Humanidade


Existem eventos que mudariam completamente a humanidade. Aos quais, os impactos deles seriam tão grandiosos e vastos que não temos uma categoria para colocá-los.

Que, por comparação, tornam todas as incríveis revoluções industriais e culturais  acontecidas até o presente momento algo perto da irrelevância.

Ao meu ver, três eventos, todos eles possuindo profundas raízes em questionamentos humanos milenares, teriam esse impacto de todos nós pararmos e falarmos:

“Ok…. eu não sei o que eu faço. Não sei como reagir a essa situação, e eu acho que nenhuma outra pessoa do mundo tem uma boa ideia do que devemos fazer agora. O que acabou de acontecer é algo que não há qualquer precedente remotamente similar na história da humanidade.”

O primeiro seria descobrirmos que existe vida inteligente fora da Terra, nós recebermos alguma mensagem deles ou, eles pousarem aqui. O questionamento sobre se estamos sozinhos ou não no universo, é uma das dúvidas e frutos de reflexão mais antigos da humanidade.

Uma resposta para esse dilema, até mesmo que fosse uma negação, mas principalmente algo confirmando que não estamos sós, iria mudar o paradigma da humanidade. Nos faria pensar e refletir mais profundamente sobre o papel do ser humano no universo.

O segundo fato seria se descobríssemos como criar inteligência artificial. Os impactos disso tanto tecnologicamente falando, quanto até dum ponto de vista filosófico, afinal, se você tem tecnologia para desenvolver inteligência artificial… você provavelmente teria conhecimento para criar vida robótica artificial sencienteconsciência artificial.

Poderíamos criar um androide, com todas as características e defeitos humanos. E isso levanta profundas questões éticas, morais e existenciais, que são, em parte, similares as da primeira questão colocada acima. Só que em vez da vida vir do espaço, ela está vindo de laboratórios e centros de pesquisa.

O terceiro e último impacto que mudaria completamente o paradigma da humanidade e a própria noção do que significa ser humano seria a descoberta de meios e tecnologias de radical extensão da duração da vida.

A busca por métodos para ampliar o tempo de vida é algo quase tão antigo quanto a humanidade. Toda a vida humana é profundamente baseada em ciclos. Você nasce, cresce, chega a adolescência e ao começo da vida adulta, e você tem uma ideia geral, uma expectativa média, de quanto tempo você tem ao seu dispor.

Uma realidade onde você pudesse viver muito mais do que o tempo de vida atual, levantaria questões profundas sobre o sentido da vida, da existência, e diluiria o conceito de “fases da vida humana”, ou ao menos faria com que eles não tivessem mais a biologia como base.

Milhões de pessoas prestes a morrer de velhice seriam curadas. Os velhos nos asilos estariam livres. E as pessoas de então em diante viveriam sem essa “data fixa”, mais ou menos, do tempo restante.

Esses 3 eventos, desmontariam a humanidade e criariam uma nova no lugar, com outros valores e outra visão da existência humana.