Há Humanidade nas Tragédias…

Colômbia presta homenagem aos 71 mortos em acidente aéreo
Há humanidade nas tragédias,
por mais paradoxal que isso soe
Há compaixão e ternura
e atos extraordinários de humanidade
e atitudes que nos levam até as lágrimas

Que nós deixam sem palavras,
ações que nos mostram que…
se há algo ao que, sem sombra alguma de dúvida,
podemos, com a voz erguida, chamar de BOM…
seria isso

E vemos esses atos nos momentos de dor extraordinária
Nos “momentos além de todo horror”
Nos acidentes, tragédias naturais, genocídios e terrorismos

Como alguém dividir a pouca água que tem…
com um completo desconhecido….
após uma explosão nuclear

Como um ser humano que…
salva crianças das mortes…
nas câmeras de gás

Como alguém que arrisca a própria vida…
para salvar um completo desconhecido…
num tiroteio na sua escola

Como quem chora a morte dos outros…
como se fosse dos seus

Atos inimagináveis de empatia, coragem e discência humana
atos que lhe fazer se orgulhar de fazer parte dessa humanidade
e lhe faz ter esperança…
esperança nascida da dor

Há humanidade nas tragédias,
Humanidade revelada e descoberta
Como tesouro escondido atrás duma parede duma casa queimada
Como encontrar uma vida…
nos destroços de prédios derrubados…
por aviões

Textos, Corretivos, “Cloud-Based Video Editing” e Pós-Edição Online


Uma coisa que sempre admirei muito no formato de mídia de “textos digitais” (e nas mídias digitais em geral), é a tremenda facilidade de consertar erros. Você vai, abre a página com seu texto, clica, edita e faz as mudanças necessárias, o processo todo não levando nem minutos sequer. Esse é o tipo de coisa que pessoas destrambelhadas e desatentas, como a que vos fala, dá muito valor. Embora, não só elas, é claro, até os mais atentos erram.

A ideia de uma mídia posteriormente mutável e editável é fascinante. Nunca havíamos tido isso antes da internet; você mandava um livro ser impresso com uma palavra errada… e todas as cópias daquele livro estariam com a palavra errada e não havia nada que pudéssemos fazer. Não há uma espécie de corretivo, como “oh, vamos enviar os livros pra fábrica de volta, e eles vão consertar a palavra escrita errada”. Quando se trabalha com mídia física, um erro é para sempre e a única forma de corrigi-lo é refazer aquela mídia física em questão.

Dei essa volta toda para falar quão oposto isso é em relação a vídeos, mesmo vídeos lançados na internet. Pelo fato de que, diferente de um texto, que é editado em seu próprio navegador de internet e naquela própria plataforma (Facebook, Blogspot, WordPress, etc), você não edita e renderiza o vídeo diretamente na nuvem, você edita ele no After Effects, Adobe Premier, Sony Vegas, ou seja lá qual for o seu programa de edição favorito, rodando no seu computador.

De modo que, qualquer alteração que você desejar realizar num vídeo, por menor que seja, requer a renderização dele (ou ao menos da parte desejada, dependendo do problema) e após isso requer o upload novamente. Continuar lendo Textos, Corretivos, “Cloud-Based Video Editing” e Pós-Edição Online

O Velho Prédio

Old-building-lobby.pngSomos o prédio que envelheceu,
e fazemos o possível para que ele permaneça de pé;
Firme, Forte, Feroz

Pintamos a ferrugem
e trocamos as porcas
e realizamos reparos
e trocamos os extintores de incêndio
e substituímos os vidros quebrados das janelas

Enquanto o reparamos e o preservamos
ao melhor de nossa habilidade
como um monumento histórico
extremamente precioso e importante
que sabemos que ruirá no final
a despeito de nossos esforços

E justamente por isso
colocamos telas fachadeiras de contenção ao nosso redor,
para controlar e conter a poeira de nosso colapso
para que os outros não saiam feridos
e o trânsito continue a fluir
e a vida a seguir

Nós assegurando que ele
metodicamente colida sobre o próprio peso
enquanto subimos no terraço
e vemos um fim de tarde

E desmoronamos juntos…
com o prédio que construímos
e mantivemos ao melhor da nossa habilidade

Eu fiz por mim. Eu gostei. Eu era bom nisso

“Eu fiz por mim.”

Já dizia as palavras do monstro e gênio, Walter White.

Mas, calma, estou me apressando aqui. Estava refletindo sobre o quanto nós gostamos de fazer algo independente de nossa habilidade naquilo, e o quanto tal habilidade em si nos influencia a gostarmos de tal atividade ou prática.

O personagem Walter White do Breaking Bad, a qual a ilustre citação dá título a este post, é um exemplo interessante. Claro, ele ganhou milhões de dólares produzindo drogas, mas… não era por isso que ele fez o que fez, se fosse assim ele teria parado logo após ter obtido o dinheiro planejado por ele no início.

Nas palavras dele mesmo, “Eu gostei. Eu era bom”, era algo que, mesmo sem o reconhecimento da nata da sociedade, por assim dizer, o satisfazia. Como sempre digo “todos somos uns prostitutos de atenção no fundo”, e “ter seu trabalho reconhecido”, mesmo que por desconhecidos, e mesmo que tais desconhecidos jamais lhe conheçam, é um incentivo. Porque existe a questão de ego. De você saber que anônimos sabem o que você, seja lá quem for, “é foda”. É por isso que pessoas produzem livros e músicas com pseudônimos.

Ninguém nasce “bom” em algo, existe um esforço e trabalho duro para ser excepcionalmente habilidoso. Em outras palavras, é improvável que você seja “o melhor” em algo que odeia completamente.

Claro, é óbvio, você pode aprender algo que você realmente odeia, o que estou dizendo é que você dificilmente se tornará um mestre naquilo porque, ou você passaria a gostar daquilo devido ao reconhecimento da sociedade, ou você simplesmente não seria tão bom em tal atividade.

Um blog sobre transhumanismo, filosofia, taras… e niilismos ocasionais.