Por favor, não confunda meu medo de pessoas com arrogância

Por favor, não confunda meu medo
de pessoas com arrogância.

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Dicionário das Tristezas Obscuras: Zonethy

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  • Zonethy

O sustentar das falsas dignidades, o manter hipócrita das aparências, das “verdades” que todos sabemos que são mentiras, e que aqueles que as perpetuam sabem que sabemos, e que mesmo assim ainda não são assumidas por seus autores, que negam até o fim, tomam papel no teatro da hipocrisia, no grande jogo da falsa indignação e da falsa virtude, no “Oh, como se atrevem!”.

Todos sabem que Putin ordena a morte de seus opositores, ou que o júri que inocentou OJ o fez unicamente por ele ser negro, rico e por ter matado uma pessoa branca – e certamente como uma reparação histórica por todos os assassinos de negros que foram absolvidos pela justiça. Todos sabemos que Temer, Aécio, Cunha, Renan e outros, são corruptos.

Contudo, e apesar de, nega-se a real natureza de tais fatos, pois assumi-los, mesmo embora tão auto-evidentes quanto a luz do sol sejam, seria o quebrar da falsa ilusão, o fim da negabilidade plausível, ou nem tão plausível assim.

Seria o proclamar do rei despido de que ele se encontra nu perante todos os seus súditos. Tornando assim a situação insustentável.

Nós rotineiramente e conscientemente fazemos registros físicos de nosso conhecimento…

Nós rotineiramente e conscientemente fazemos registros físicos de nosso conhecimento para partilharmos com tempos distantes e lugares longínquos habitados por pessoas que nunca conheceremos. Através da cultura, uma forma coletiva de memória, criamos uma visão compartilhada do passado que nos une às comunidades, permitindo uma cooperação em grande escala entre estranhos perfeitos.

Abby Smith – When We Are No More How Digital Memory Is Shaping Our Future

Legados: 1984, Redes Sociais, Registro Histórico e Backups

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“As pessoas simplesmente desapareciam, sempre durante a noite. Seus nomes eram removidos dos arquivos, todas as menções em qualquer coisa que tivessem feito eram apagadas, suas existências anteriores eram negadas e em seguida esquecidas. Você era cancelado, aniquilado. Vaporizado, esse o termo costumeiro. ” – Big Brother (1949)

Já escrevi muito a respeito do potencial das tecnologias de mídias sociais, e dos grandes mecanismos de buscas (Ora, quem estou enganando? Do Google e do Baidu) e das grandes empresas de tecnologia no geral manipularem a história, decidindo, ou no mínimo influenciando profundamente, as informações que as pessoas terão acesso. Continuar lendo Legados: 1984, Redes Sociais, Registro Histórico e Backups

About Sex: Porque a Pedofilia Não É Um Transtorno Mental


O único problema em relação a pedofilia é a incapacidade da criança consentir.

Não digo isso no sentido de que seja um problema pequeno, ou um mero detalhe a ser ignorado, desrespeitado e pisado por cima; mas apenas que, justamente, não há outros problemas envolvendo a pedofilia (ou qualquer outra sexualidade, creio eu) além da impossibilidade da mesma ser posta em prática sem violar as liberdades de outro ser humano.

De fato, num mundo onde crianças tivessem a capacidade intelectual de entender as consequências duma relação sexual com um adulto, o relacionamento pedofílico certamente não seria um problema.

Não há nada de fundamentalmente errado ou imoral com um pensamento. Um indivíduo pode pensar e se excitar com qualquer coisa – desde cadeiras até corpos infantis. Isso não o torna um doente ou monstro.

No que tange a atração e o desejo em si, desde que não posto em prática, não há um motivo para ser chamado de doença ou transtorno mental– da mesma forma como não consideramos coisas revoltantes e nojentas para grande parte da população como problemas mentais – fetiches como “chuva dourada”, scat ou “rape play”. Continuar lendo About Sex: Porque a Pedofilia Não É Um Transtorno Mental

Diário: 05/11/2017


Vendo essa entrevista com o irmão do Kevin Spacey, ela transmite muito o sentimento ilustrado no vídeo “Sonder” do canal The Dicionary of Obsecure Sorrows. Sobre quão profundo é a vida duma pessoa e sobre como você vê apenas um minúsculo fragmento de existência da mesma. E sobre quão… distinto e profundamente diferente e não condizente com o resto esse fragmento pode ser. Realmente te faz pensar.